Quando há apenas uma redução da capacidade de sentir cheiros, chamamos de hiposmia. Já a perda de olfato completa recebe o nome de anosmia. As duas alterações podem surgir durante uma gripe ou outra infecção respiratória, mas existem diferentes causas possíveis e, enquanto tardamos uma avaliação, isso interfere no tempo necessário para a recuperação.
Então, por quanto tempo é razoável observar antes de procurar ajuda?
É preciso considerar como a alteração começou, se existem outros sintomas e, principalmente, como o olfato evolui com o passar dos dias. É por esse propósito que as informações deste artigo devem ser lidas com toda atenção.
O que pode causar perda de olfato?
A inflamação e a congestão nasal podem dificultar a chegada dos odores à região responsável pelo olfato, mas, conforme esses sintomas melhoram, é possível que a percepção dos cheiros acompanhe essa recuperação.
Algumas das principais causas da perda de olfato:
- Infecções virais, incluindo a COVID-19;
- Rinite e outros processos inflamatórios do nariz;
- Pólipos nasais e outras condições que dificultam a passagem do ar;
- Exposição a determinadas substâncias, como o uso de alguns medicamentos;
- Traumatismos na região da cabeça;
- Alterações que afetam as estruturas e vias responsáveis pelo processamento dos cheiros.
O contexto sempre ajuda a direcionar a investigação pontual. E essas diferenças importam especialmente para uma possível previsão de quanto tempo o olfato deve voltar.
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Quanto tempo pode durar a perda de olfato?
A duração da perda de olfato depende da causa, da intensidade da alteração e de como o quadro evolui. Após algumas infecções virais, a recuperação pode levar até semanas e, em algumas pessoas, a depender do organismo, prolongar por meses.
A melhora pode acontecer de modo gradual, ao primeiro perceber aromas mais intensos e depois os que antes passavam despercebidos.
Mas se passarem algumas semanas sem melhora perceptível, especialmente depois que o quadro respiratório já se resolveu, o sintoma merece ser investigado.
O que fazer durante a perda de olfato?
Nesse período, alguns cuidados são especialmente importantes:
- Evite utilizar descongestionantes ou outros medicamentos por conta própria na tentativa de recuperar o olfato;
- Tenha atenção redobrada à conservação e validade dos alimentos;
- Acompanhe sintomas associados, como obstrução nasal persistente, secreção ou alterações importantes na respiração pelo nariz.
Em determinados quadros, o médico pode orientar o treinamento olfatório, uma estratégia que utiliza a exposição repetida e organizada a determinados aromas para estimular o sistema olfatório.
Ele pode ser útil em situações específicas, principalmente em alterações pós-virais, mas a indicação também precisa considerar a provável causa do problema.
Quando procurar um otorrino?
A avaliação com um otorrino é especialmente indicada quando a alteração persiste por mais de uma semana sem melhora perceptível, surge sem uma explicação clara ou vem acompanhada de obstrução nasal persistente.
O mesmo cuidado vale quando o sintoma começa após um traumatismo na cabeça ou apresenta piora progressiva.
Se você estiver enfrentando perda olfativa persistente ou sem causa aparente, procurar um otorrino permite investigar o motivo e definir quando e como alguma conduta será necessária.
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