A influenza, popularmente chamada de gripe, é uma infecção respiratória causada pelo vírus Influenza (tipos A e B, principalmente).
Diferente do resfriado comum, ela costuma ter início súbito, sintomas mais intensos e maior risco de complicações, especialmente em ouvidos, nariz e garganta – áreas de atuação do otorrinolaringologista.
Conheça os sintomas

O quadro clássico aparece de forma abrupta e inclui:
- Febre alta (acima de 38 °C), geralmente nos primeiros dias
- Dor de garganta e tosse seca
- Coriza e congestão nasal
- Dor de cabeça
- Dores musculares e nas articulações
- Fadiga e mal-estar intensos
Em adultos saudáveis, a melhora costuma ocorrer em 5 a 7 dias, embora tosse e cansaço possam persistir por mais algumas semanas. Em crianças, a febre tende a ser mais alta e podem aparecer sintomas gastrointestinais.
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Como diferenciar gripe de resfriado
O resfriado é mais leve, sem febre alta, e os sintomas evoluem aos poucos. Já a gripe começa “do nada”, derruba o paciente e vem com febre e dores generalizadas.
Complicações otorrinolaringológicas mais comuns
A influenza inflama a mucosa das vias respiratórias e abre caminho para infecções bacterianas secundárias. As complicações mais frequentes na área do otorrino são:
- Sinusite (rinossinusite bacteriana): dor e pressão na face, secreção amarelada/esverdeada e piora dos sintomas após o 7º dia.
- Otite média aguda: dor de ouvido intensa, sensação de ouvido tampado e queda da audição. Mais comum em crianças.
- Laringite: rouquidão e perda da voz, geralmente acompanhadas de tosse seca.
- Faringoamigdalite bacteriana secundária: dor intensa ao engolir, placas brancas e febre persistente.
Em casos raros e graves, a sinusite mal tratada pode evoluir para complicações sérias como mastoidite, celulite orbitária ou meningite — por isso o acompanhamento é essencial.
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Quando procurar o otorrinolaringologista
Procure avaliação especializada se você apresentar:
- Sintomas que pioram após o 5º a 7º dia em vez de melhorar
- Dor de ouvido ou queda de audição durante ou após a gripe
- Dor facial intensa, secreção purulenta ou pressão nos seios da face
- Rouquidão por mais de 2 semanas
- Episódios recorrentes de sinusite, otite ou amigdalite após gripes
- Sensação persistente de nariz entupido mesmo após o quadro agudo
O otorrino avalia com otoscopia e, quando necessário, nasofibroscopia — exame rápido que visualiza diretamente nariz, faringe e laringe.
Sinais de alerta que exigem atendimento imediato
Procure pronto-socorro em caso de:
- Falta de ar ou respiração rápida
- Dor no peito
- Confusão mental
- Lábios ou rosto azulados
- Febre alta persistente por mais de 3 dias
Como prevenir
- Vacinação anual: principal forma de evitar casos graves. Recomendada especialmente para crianças, idosos, gestantes e pessoas com doenças crônicas.
- Lavagem das mãos com água e sabão ou álcool em gel.
- Etiqueta respiratória: cobrir boca e nariz ao tossir ou espirrar.
- Evitar aglomerações em períodos de surto.
- Uso de máscara em pessoas sintomáticas.
- Lavagem nasal com soro fisiológico ajuda a manter as vias respiratórias livres e reduz o risco de complicações.
Se você ou alguém da sua família está com sintomas que se prolongam ou pioram após uma gripe, agende uma avaliação otorrinolaringológica. O diagnóstico precoce evita o uso desnecessário de antibióticos e reduz o risco de complicações.
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