Faringite viral ou bacteriana: entenda as diferenças, sintomas e tratamentos
09/02/2026

A dor de garganta é um dos desconfortos mais comuns do dia a dia, o que muita gente não sabe é que esse problema pode ter origens diferentes, podendo impactar em um faringite viral ou bacteriana.

Às vezes começa leve, como uma sensação de arranhado, e em poucas horas já vem acompanhada de febre, dificuldade para engolir e mal-estar. E tudo isso vai se estendendo ao longo de dias…

Mas é saber identificar as diferenças que dá para evitar complicações, uso errado de medicamentos e prolongamento dos sintomas.

Ao longo deste texto, você vai entender tudo isso! Continue a leitura e cuide melhor da sua saúde.

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O que é faringite?

A faringite é a inflamação da faringe, região localizada no fundo da garganta que faz a ligação entre o nariz, a boca, a laringe e o esôfago. Por ela passam tanto o ar que respiramos quanto os alimentos que ingerimos.

Por isso, quando está inflamada, qualquer ação simples, como engolir ou falar, pode se tornar dolorosa.

Na maioria das vezes, a faringite surge por causa de infecções causadas por vírus ou bactérias. Entre os principais sintomas estão:

  • dor ou ardência na garganta;
  • sensação de garganta “arranhando”;
  • dificuldade para engolir;
  • febre;
  • inchaço das amígdalas;
  • mal-estar geral.

Dependendo do agente causador, esses sinais podem ser leves ou bastante intensos. É justamente aí que entra a diferença entre faringite viral e bacteriana…

Faringite viral ou bacteriana

As diferenças entre faringite viral e bacteriana

Embora os dois tipos provoquem dor de garganta, eles não se comportam da mesma forma no organismo. E entender essas diferenças ajuda a saber quando é possível cuidar em casa e quando é essencial procurar um médico.

Faringite viral

Mais comum, geralmente aparece junto com gripes e resfriados, já que os vírus que atacam o nariz e os pulmões também podem inflamar a garganta. Ela costuma ter evolução mais leve e vem acompanhada de outros sinais típicos de infecção viral, como:

  • Coriza (nariz escorrendo);
  • Tosse;
  • Rouquidão;
  • Olhos lacrimejando;
  • Espirros;
  • Febre baixa ou moderada.

Nesse tipo, o desconforto é progressivo e tende a melhorar em poucos dias com cuidados simples.

Faringite bacteriana

Já a faringite bacteriana é menos frequente, mas costuma ser mais intensa. Um dos agentes mais conhecidos é a bactéria do grupo estreptococo, que provoca a chamada faringite estreptocócica.

Nesse caso, os sintomas aparecem de forma mais forte e rápida, como:

  • Dor intensa ao engolir;
  • Febre alta;
  • Placas esbranquiçadas ou amareladas nas amígdalas;
  • Inchaço importante da garganta;
  • Dor de cabeça;
  • Mal-estar acentuado;
  • Às vezes, dor abdominal, náuseas ou vômitos, principalmente em crianças.

Diferente da forma viral, aqui não é comum haver tosse, coriza ou rouquidão. A ausência desses sinais respiratórios é um dos pontos que ajuda o médico a suspeitar da origem bacteriana.

Em resumo, a faringite viral ou bacteriana pode parecer igual no início, mas a bacteriana tende a ser mais agressiva, com febre alta e placas na garganta, e exige atenção especial.

Tratamentos indicados para cada caso

Já quanto ao cuidado da faringite, depende diretamente da causa. É então que tomar remédio por conta própria pode atrasar a recuperação ou até gerar problemas maiores…

Tratamento da faringite viral

Como os vírus não respondem a antibióticos, o foco aqui é aliviar os sintomas e ajudar o corpo a se recuperar.

Normalmente, repouso, boa hidratação, gargarejos com água morna e sal, analgésicos ou anti-inflamatórios (se orientados por um profissional) já melhoram esse quadro.

Em poucos dias, o próprio organismo combate o vírus e a dor de garganta vai diminuindo.

Tratamento da faringite bacteriana

Já na faringite bacteriana, o cenário é diferente. Como há a presença de bactérias, o médico pode prescrever antibióticos específicos, e esse tipo de medicamento só deve ser usado com diagnóstico adequado.

Além disso, é fundamental seguir o tratamento até o final, mesmo que os sintomas desapareçam antes. Interromper o antibiótico por conta própria pode favorecer a resistência bacteriana e aumentar o risco de complicações.

Lembre-se sempre de evitar a automedicação, seja na faringite viral ou bacteriana! Somente um profissional de saúde pode avaliar os sinais, solicitar exames quando necessário e indicar a melhor conduta.

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Agora que você já sabe diferenciar…

Deu para perceber que a dor de garganta pode parecer simples, mas nem sempre é, certo?

Por isso, saber diferenciar faringite viral ou bacteriana faz toda a diferença para escolher o tratamento certo e evitar problemas futuros.

Se você perceber qualquer um desses sinais, não os ignore! Eu sou oftalmologista e estou pronto para te ajudar a cuidar da sua garganta com responsabilidade.

Quer saber mais sobre esses assuntos? Continue acompanhando os meus artigos publicados por aqui e me siga no Instagram (@kallilfernandes_otorrino)!

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Kallil Fernandes

Médico otorrinolaringologista formado pela UFRN em 2015, com residência no Hospital Universitário Onofre Lopes entre 2016 e 2019.

Sou membro da Associação Brasileira de Otorrinolaringologia e Cirurgia Cérvico-Facial e atendo em Natal, Rio Grande do Norte.

A minha missão é cuidar da saúde dos seus sentidos: audição, olfato e paladar.

Kallil Fernandes | Otorrino em Natal
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