Você convive com a sensação de uma narina constantemente entupida, acorda com a boca seca ou sente dificuldade para respirar durante a noite, ignora durante anos tais sintomas, mas sempre que vem alguma crise respiratória, você se questiona um milhão de vezes o porquê ainda não foi ver isso com um médico. Saiba que, em alguns casos, esses sintomas desagradáveis podem estar relacionados ao desvio de septo.
Quando não há obstrução inconstante, essa alteração na estrutura interna do nariz é relativamente comum e nem sempre provoca sintomas tão perceptíveis quanto os citados acima.
Mas, quando interfere na passagem do ar, pode comprometer o conforto respiratório e levantar dúvidas sobre a necessidade de tratamento.
O que é desvio de septo e quais são suas causas e sintomas?
Já sabemos que o septo nasal é uma estrutura de cartilagem e osso que separa as duas cavidades do nosso nariz, e, quando ela apresenta uma curvatura ou deslocamento para um dos lados, pode acabar reduzindo o espaço disponível para a passagem do oxigênio.
Podemos nascer com essa alteração presente ou ela pode surgir como uma consequência de traumatismos: quedas e impactos em geral na região nasal.
Ter o septo desviado não significa necessariamente apresentar dificuldades respiratórias, já que algumas pessoas convivem com essa condição sem perceber qualquer desconforto, enquanto outras apresentam sintomas que interferem nas atividades cotidianas.
Entre os sintomas mais comuns do desvio de septo, estão:
- Obstrução nasal, especialmente de um lado;
- Percepção de que o ar não passa livremente pelas narinas;
- Respiração pela boca;
- Sangramentos nasais, especialmente quando há ressecamento da mucosa;
- Desconforto durante o sono.
O desvio de septo ainda pode contribuir para o ronco, principalmente quando a obstrução nasal dificulta a passagem do ar enquanto a pessoa estiver em repouso.
Mas é importante lembrar, porém, que nem todo ronco é provocado pelo desvio de septo. A anatomia da garganta, o peso corporal e outros fatores também podem estar envolvidos. Por isso, identificar a origem dos sintomas é essencial antes de definir qualquer tratamento.
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E o que não fazer quando você tem desvio de septo?
Certas medidas podem oferecer uma melhora momentânea sem resolver a causa da obstrução nasal. É por isso que, se você recebeu o diagnóstico de desvio de septo ou suspeita dessa condição, deve-se ter atenção a algumas atitudes:
- Usar descongestionantes nasais por conta própria;
- Acostumar-se a respirar pela boca por muito tempo;
- Considerar a cirurgia antes de investigar outras causas.
Como saber se a dificuldade para respirar vem realmente do septo?
Imaginemos que uma pessoa com desvio de septo, por exemplo, pode ter rinite alérgica, que provoca o inchaço da mucosa e intensifica a sensação de obstrução. E na consulta, o otorrinolaringologista avalia o histórico dos sintomas e examina as estruturas internas do nariz.
Quando necessário, a endoscopia nasal é solicitada para observar regiões que não são facilmente visualizadas no exame convencional.
Mas essa investigação ajuda a identificar o quanto o desvio contribui para a dificuldade respiratória e, se, tratando outras condições, houver melhora, o desvio pode até mesmo ser irrisório.
Com essas informações, é possível discutir a conduta mais adequada. Afinal, a presença de um desvio de septo, isoladamente, não determina a necessidade de cirurgia.
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Quando o tratamento sem cirurgia pode ser suficiente?
Quando os sintomas são leves ou estão associados a condições adversas, o tratamento clínico pode ser direcionado em primeiro caso para o desconforto respiratório.
Dependendo da avaliação, o que é muito importante pontuar, o médico especialista pode recomendar medidas provisórias, como lavagem nasal com solução salina, medicamentos para controlar inflamações específicas ou tratamento para alergias. Entretanto, tenhamos sempre em mente que os medicamentos não corrigem a posição do septo nasal.
Por isso, a resposta ao tratamento e a persistência dos sintomas ajudam a orientar a necessidade ou não de uma cirurgia de septo.
Como funciona a recuperação da septoplastia?
Nos primeiros dias após a cirurgia, é esperado que o paciente apresente algum grau de congestão nasal, inchaço ou pequenos sangramentos. Isso ocorre devido ao processo de cicatrização e não significa, necessariamente, que a correção não funcionou.
Mas os cuidados usuais são:
- Evitar grandes esforços físicos durante o período recomendado;
- Não assoar o nariz, especialmente nos primeiros dias, para evitar sangramentos;
- Realizar a higiene nasal conforme orientação médica;
- E sempre comparecer às consultas de acompanhamento no período solicitado.
A recuperação acontece progressivamente e o resultado deve ser avaliado após a redução do inchaço e a etapa da cicatrização. No entanto, tenhamos em mente que a septoplastia apresenta riscos, como qualquer procedimento cirúrgico, e também, infelizmente, não garante a eliminação de todos os sintomas nasais, especialmente quando existem outras condições associadas.
Respirar melhor começa com um diagnóstico preciso
O que possibilita o melhor tratamento é compreender como essa alteração interfere no cotidiano e identificar também possíveis condições associadas que estejam contribuindo para os sintomas.
Se você convive com obstrução nasal frequente ou já recebeu esse diagnóstico, uma avaliação com o otorrinolaringologista pode esclarecer suas dúvidas e ajudar a definir medidas a serem tomadas.
A septoplastia é uma possibilidade para casos específicos, mas sua indicação deve considerar as necessidades e características de cada paciente.
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