A dor de garganta é um dos desconfortos mais comuns do dia a dia, o que muita gente não sabe é que esse problema pode ter origens diferentes, podendo impactar em um faringite viral ou bacteriana.
Às vezes começa leve, como uma sensação de arranhado, e em poucas horas já vem acompanhada de febre, dificuldade para engolir e mal-estar. E tudo isso vai se estendendo ao longo de dias…
Mas é saber identificar as diferenças que dá para evitar complicações, uso errado de medicamentos e prolongamento dos sintomas.
Ao longo deste texto, você vai entender tudo isso! Continue a leitura e cuide melhor da sua saúde.
Protegendo a garganta no inverno: hábitos e cuidados para evitar inflamações
O que é faringite?
A faringite é a inflamação da faringe, região localizada no fundo da garganta que faz a ligação entre o nariz, a boca, a laringe e o esôfago. Por ela passam tanto o ar que respiramos quanto os alimentos que ingerimos.
Por isso, quando está inflamada, qualquer ação simples, como engolir ou falar, pode se tornar dolorosa.
Na maioria das vezes, a faringite surge por causa de infecções causadas por vírus ou bactérias. Entre os principais sintomas estão:
- dor ou ardência na garganta;
- sensação de garganta “arranhando”;
- dificuldade para engolir;
- febre;
- inchaço das amígdalas;
- mal-estar geral.
Dependendo do agente causador, esses sinais podem ser leves ou bastante intensos. É justamente aí que entra a diferença entre faringite viral e bacteriana…

As diferenças entre faringite viral e bacteriana
Embora os dois tipos provoquem dor de garganta, eles não se comportam da mesma forma no organismo. E entender essas diferenças ajuda a saber quando é possível cuidar em casa e quando é essencial procurar um médico.
Faringite viral
Mais comum, geralmente aparece junto com gripes e resfriados, já que os vírus que atacam o nariz e os pulmões também podem inflamar a garganta. Ela costuma ter evolução mais leve e vem acompanhada de outros sinais típicos de infecção viral, como:
- Coriza (nariz escorrendo);
- Tosse;
- Rouquidão;
- Olhos lacrimejando;
- Espirros;
- Febre baixa ou moderada.
Nesse tipo, o desconforto é progressivo e tende a melhorar em poucos dias com cuidados simples.
Faringite bacteriana
Já a faringite bacteriana é menos frequente, mas costuma ser mais intensa. Um dos agentes mais conhecidos é a bactéria do grupo estreptococo, que provoca a chamada faringite estreptocócica.
Nesse caso, os sintomas aparecem de forma mais forte e rápida, como:
- Dor intensa ao engolir;
- Febre alta;
- Placas esbranquiçadas ou amareladas nas amígdalas;
- Inchaço importante da garganta;
- Dor de cabeça;
- Mal-estar acentuado;
- Às vezes, dor abdominal, náuseas ou vômitos, principalmente em crianças.
Diferente da forma viral, aqui não é comum haver tosse, coriza ou rouquidão. A ausência desses sinais respiratórios é um dos pontos que ajuda o médico a suspeitar da origem bacteriana.
Em resumo, a faringite viral ou bacteriana pode parecer igual no início, mas a bacteriana tende a ser mais agressiva, com febre alta e placas na garganta, e exige atenção especial.
Tratamentos indicados para cada caso
Já quanto ao cuidado da faringite, depende diretamente da causa. É então que tomar remédio por conta própria pode atrasar a recuperação ou até gerar problemas maiores…
Tratamento da faringite viral
Como os vírus não respondem a antibióticos, o foco aqui é aliviar os sintomas e ajudar o corpo a se recuperar.
Normalmente, repouso, boa hidratação, gargarejos com água morna e sal, analgésicos ou anti-inflamatórios (se orientados por um profissional) já melhoram esse quadro.
Em poucos dias, o próprio organismo combate o vírus e a dor de garganta vai diminuindo.
Tratamento da faringite bacteriana
Já na faringite bacteriana, o cenário é diferente. Como há a presença de bactérias, o médico pode prescrever antibióticos específicos, e esse tipo de medicamento só deve ser usado com diagnóstico adequado.
Além disso, é fundamental seguir o tratamento até o final, mesmo que os sintomas desapareçam antes. Interromper o antibiótico por conta própria pode favorecer a resistência bacteriana e aumentar o risco de complicações.
Lembre-se sempre de evitar a automedicação, seja na faringite viral ou bacteriana! Somente um profissional de saúde pode avaliar os sinais, solicitar exames quando necessário e indicar a melhor conduta.
Agora que você já sabe diferenciar…
Deu para perceber que a dor de garganta pode parecer simples, mas nem sempre é, certo?
Por isso, saber diferenciar faringite viral ou bacteriana faz toda a diferença para escolher o tratamento certo e evitar problemas futuros.
Se você perceber qualquer um desses sinais, não os ignore! Eu sou oftalmologista e estou pronto para te ajudar a cuidar da sua garganta com responsabilidade.
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